Turismo Regenerativo: entenda esse conceito

Já ouviu falar em Turismo Regenerativo? Nesse post vamos explicar melhor esse conceito que busca não só não só preservar, mas sim recuperar, resgatar e também regenerar

Nós vamos te contar um pouco sobre um caminho para fortalecer a capacidade dos sistemas que sustentam a vida de um lugar. Isso significa desenvolver, junto de sua comunidade, uma conexão entre o homem consigo mesmo, com os outros e com a natureza.

Assim como o homem, na natureza, nada permanece igual. Crescemos, florescemos e damos frutos. Cada um ao seu modo. Diferente do turismo sustentável, onde procuramos diminuir efeitos como a emissão de CO2. Além disso, contrabalancear com medidas que visem diminuir o impacto negativo de uma ação. Assim, regenerar significa deixar melhor do que você encontrou.

Porém, ainda um conceito novo e em crescimento no Brasil. É o turismo regenerativo, também está ligado ao turismo sustentável. No entanto, é mais do que isso.

Turismo Regenerativo: deu no New York Times

Turismo Regenerativo

Foto: Unsplash

Em agosto de 2020, o New York Times informou que a indústria do turismo aposta numa retomada mais verde, mais sustentável e menos lotado. Tornando o retorno melhor que no período pré-pandemia.

“O turismo sustentável é uma espécie de barra baixa. No final do dia, não está bagunçando o lugar ”, disse Jonathon Day, um professor associado com foco em turismo sustentável na Purdue University. “O turismo regenerativo diz, vai torná-lo melhor para as gerações futuras.”

Além disso, tudo está ligado a transformar o ambiente (destino). É necessário deixá-lo melhor de quando chegou lá, como foco no “eu mesmo” comigo, com o outro e com a terra.

Bill Reed, arquiteto e diretor do Regenesis Group, uma empresa de design com sede em Massachusetts e Novo México que vem praticando design regenerativo. Ele descreveu esforços como eficiência de combustível e uso reduzido de energia como “uma maneira mais lenta de morrer”. “Regeneração é restaurar e regenerar a capacidade de viver em um novo relacionamento de uma forma contínua”, acrescentou.

Para esse tipo de viagem, chegar disposto a “abraçar” a cultura e o ritmo local, é primordial. Temos a mania de viajar e dizer que alguns locais estão atrasados ou parados no tempo. E, eles estão certos.

No entanto, a economia circular também faz parte do processo. Consumir produtos locais, seja na alimentação, em serviços ou na hora de comprar um souvenir para lembrar da viagem. É uma viagem onde a sua parte não será somente não produzir algo que afete o ambiente. Mas, participar na construção de melhorias. Você não precisa entender de tijolos e cimento. Mas, poderá ajudar, com orientação, a plantar algumas sementes para alimentar a comunidade.

Regenerative Travel: já existem agências especializadas

Turismo Regenerativo

Foto: Unsplash

Já existe uma agência de reservas de hotéis especializada em turismo regenerativo. Ela analisa várias métricas como a emissão de carbono, o bem-estar dos funcionários, as atividades do hóspedes e a alimentação local. Assim, seus sócios, Amanda Ho e David Leventhal, definem sua existência:

“Existimos para inspirar as pessoas a se reconectarem com experiências e aventuras íntimas. Defendemos a conexão profunda e poderosa que vem com essas experiências, sejam tomadas isoladamente ou compartilhadas com aqueles de quem mais gostamos. Com nossos destinos visionários e sustentáveis, não há duas interações iguais. É tornar mais fácil e acessível para aqueles que amam fazer ativamente uma mudança positiva no mundo. Portanto, é saber que estão criando um impacto duradouro para as gerações vindouras em todo o mundo”

O Brasil também tem Turismo Regenerativo

Turismo Regenerativo

Foto: Wikimedia Commons

Abordando os impactos de forma holística, do ponto de vista do destino e da comunidade, bem como ambiental, temos ótimos exemplos no Brasil. Conheça alguns exemplos:

Alter do Chão

 

Alter do Chão, no Pará, tem vivências em meio à floresta e propõem atividades como bioconstrução, biocosméticos e terapias alternativas. São 800 famílias que moram na comunidade que atrai turistas que buscam mais que uma experiência de conexão com a natureza. Além disso, o viajante é convidado a participar, a conhecer propriedades medicinais de árvores e seus frutos.

Portanto, se você chegou até aqui, saiba que tem que estar preparado para tirar o pé do acelerador e viver um ritmo lento, por alguns dias, para aproveitar cada segundo. Portanto, é necessário estar disposto a imergir e interagir com a comunidade.

Comuna do Ibitipoca

 

Já em Minas Gerais, na Comuna do Ibitipoca, eles se definem, há mais de 10 anos, como “um espaço que busca uma relação harmônica entre o ser humano e a natureza, certa de que esse contato somado ao respeito à diversidade, é a chave para um futuro resplandecente”.

“A Comuna do Ibitipoca nasceu há 40 anos, com a compra de terras no entorno do Parque Estadual de Ibitipoca. Há 10 anos, abrimos a pousada com o intuito de trazer uma função econômica para aquela preservação ambiental, segurar as pessoas no campo. E, já que é para gerar renda, vamos valorizar também a cultura local”, conta Claudia Baumgratz, diretora da Comuna.

E, continua, explicando que, dentro do olhar holístico da regeneração, a Comuna do Ibitipoca também atua localmente buscando impactos positivos para os moradores da região. Um dos projetos mais recentes é a restauração da pequena vila Mogol. O local foi quase totalmente abandonada pelo êxodo rural. Além disso, agora, está se transformando em uma comunidade modelo, com economia compartilhada, energias mais amigáveis. Há, ainda, restaurante vegetariano e hospedagem para quem quer ter a experiência de passar os dias em uma vila do interior. “É um processo longo onde buscamos o desenvolvimento, mas fazemos tudo sempre alinhando com o que querem os moradores da vila”.

Ilha do Araújo

 

Já no Rio de Janeiro, na Ilha do Araújo, tem como lei “Viajar pode fazer mais. Por você e pelos lugares que visita”. O lema da Associação Garupa, Organização Social de Interesse Público (OSCIP) que trabalha com o turismo sustentável como ferramenta para promover distribuição de renda e preservação de riquezas naturais e culturais do Brasil. Assim, Garupa atua no apoio a comunidades e iniciativas em três frentes: por meio de consultoria para campanhas de crowdfunding, da realização de Expedições Garupa ou da divulgação de experiências sustentáveis através do Guia do Brasil Autêntico.

A regeneração é o constante surgir que é a vida. O ciclo infinito de renovação que é a natureza. A essência do regenerativo é que ele é regenerador. Além disso, um ponto muito importante da regeneração é que ela não fala de um objetivo idealizado. Portanto, reconhece a necessidade do processo de evolução, tomando caminhos divergentes e convergentes de forma criativa e personalizada. Assim, sempre com base no lugar e nas suas necessidades.

Por fim, o turismo regenerativo é o turismo desempenhando seu papel harmoniosamente em todos esses processos, sistemas e manifestações de vida que estão eclodindo. É o turismo atuando como um sistema vivo. Turismo com base na vida.

E, você, está preparado para desacelerar, contribuir e viver melhor?

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