Alentejo: vinho, gastronomia e belas paisagens em Portugal

Conheça o Alentejo, em Portugal: praias fantásticas, planícies intermináveis, gastronomia única, tanto para ver e viver e saborear

Situada ao sul de Portugal, saindo da Capital, Lisboa, o “além do Tejo” começa a fazer brilhar os olhos. Uma paisagem exuberante e repleta de natureza. Ocupa cerca de um terço de Portugal, faz fronteira com a Espanha e é banhada pelo Oceano Atlântico.

Alentejo é o espaço aberto que parece não ter fim. É a inconfundível traça da arquitetura rural.   Esta região preservou o que hoje lhe confere um valor cheio de futuro: a pequena dimensão e a qualidade dos ambientes urbanos, a escala humana, o silêncio, a paz, a liberdade, o ar limpo que se respira.

“No Alentejo, a cultura está viva em toda a parte.
Vive nas pedras ancestrais, nas paredes de galerias e museus.
Nas torres das igrejas e torreões dos castelos.
Vive nas mãos que tecem arte.
Nas que moldam o barro e forjam o som do chocalho.
Nas que elevam a cortiça da terra até à Lua.
E vive no coração de toda a Humanidade”

Assim se definem, através de seu turismo oficial – Turismo do Alentejo e Ribatejo. Muito a se fazer pela região, opções de entretenimento não faltam. Vamos, juntos, descobrir todas as belezas dessa incrível região portuguesa?

Alentejo: parques, passeios, vinhos e mais

Alentejo: vinho, gastronomia e belas paisagens em Portugal

Foto: Mylene Keiko

Enoturismo, Golfe, Museus e Monumentos, Parques temáticos, passeios de balão, praias, rios e até o maior lago artificial da Europa. O Alqueva, com 250km2 de superfície, 83km de comprimento e 1.160km de perímetro, um lago veio dar uma atmosfera surpreendente à região do Alentejo. Pode se praticar vela, ski aquático, wakeboard, passeios de canoa e caiaque. Para quem ama bike e caminhadas, existem percursos sinalizados.

Você também pode alugar um barco-casa, que fica bem no meio da água e dorme com um céu iluminado de estrelas. Como a região foi considerada pela Unesco uma reserva de observação, à noite, as luzes públicas são reduzidas ao mínimo, para a contemplação ser perfeita. Impossível resistir à comida regional, destacando-se as açordas, migas e pratos com carne de porco, enchidos e os vinhos do Alentejo.

Por falar em vinho, a região é repleta de vinícolas. Das mais conhecidas pelos brasileiros, estão Herdade do Esporão e Cartuxa. Visitas obrigatórias, assim como, por exemplo, Quinta da Dona Maria, Comenda Grande e Ervideira. Sobre as menos conhecidas, você pode dar a sorte de ser recebido por seus proprietários e, ao fazer um degustação de vinhos que se encaixam perfeitamente no paladar do brasileiro, escutar histórias de como tudo começou. Histórias de gerações que fazem da região, uma das mais calorosas aos turistas. Dica: Prepare uma mala para trazer vinhos da viagem. Além de preços ótimos, voltar de viagem, convidar a família e amigos para contar da viagem degustando um vinho português, fará você reviver momentos que perpetuarão na sua memória e coração.

Passear a pé, de carro, em cima de uma moto ou uma bicicleta, nos faz ver a amplitude da paisagem entrecortada por sobreiros (as árvores que fazem as rolhas) ou oliveiras, que resistem ao tempo.

Castelos e igrejas seculares para visitar

Alentejo: vinho, gastronomia e belas paisagens em Portugal

Foto: Mylene Keiko

Uma história bem interessante é sobre o Convento do Espinheiro, hoje hotel de luxo. Construção mais antiga que o descobrimento do Brasil, data de 1.412, quando foi mandada edificar uma ermida em honra de Nossa Senhora e dada a crescente importância deste local como ponto de peregrinação, no ano de 1458, durante o reinado de D. Afonso V, foi fundada a igreja e posteriormente o convento, o qual foi povoado por monges da Ordem de S. Jerónimo e recebiam frequentemente muitos Reis.

Também por lá, pelo século XVI, foi produzido o famoso Pêra Manca. O vinho eleito para brindar ao encontro entre a população indígena do Brasil e o navegador Pedro Álvares Cabral, quando da sua chegada em 1500.  O nome Pêra-Manca teve a sua origem nos terrenos onde se encontravam as vinhas, serem uma espécie de barranco, onde as suas pedras soltas mancavam o mesmo. Ao longo da sua história e dos tempos, tornou-se num dos melhores vinhos de Portugal.

Évora: tesouro do Alentejo

Alentejo: vinho, gastronomia e belas paisagens em Portugal

Foto: Pixabay

A cidade de abriga tanta história, Évora, é uma cidade-museu, é parada obrigatória para qualquer viajante. O seu centro histórico revela influências romanas, visigóticas e árabes, preservando vestígios com mais de 2000 anos. Do templo romano à Sé, passando pela Igreja de São Francisco e pela Capela dos Ossos, pela janela manuelina da casa de Garcia de Resende ou pela Praça do Giraldo, a beleza de Évora atravessa o tempo. Mas é no século XV, quando se torna sede da corte, que atinge o seu auge.

Hoje, essa beleza mantém-se intacta, sendo um exemplo único do período de ouro da Renascença em Portugal. Por tudo isto, o seu centro histórico foi classificado como Património da Humanidade. A história de Elvas, Rainha da Fronteira, está escrita em cada pedra das suas fortificações. As muralhas, a cerca medieval, os três fortins, o centro histórico, o aqueduto, os fortes de Santa Luzia e de Nossa Senhora da Graça estendem-se ao longo de 300 hectares e fazem da cidade a maior fortaleza abaluartada do mundo.

Por isso, é natural que esta cidade-quartel fronteiriça e as suas fortificações tenham conquistado a classificação como Património da Humanidade. Em Portalegre, cidade próspera e rica nos séculos XVII e XVIII, por sua indústria têxtil, ainda hoje tem a tradição com suas tapeçarias únicas. Visitar o Museu das Tapeçarias da Manufatura de Portalegre, é obrigatório. Por serem peças únicas numa técnica perfeita de reprodução pinturas ou desenhos reais, são muito apreciadas por artistas contemporâneos para a reprodução de suas artes.

Passear pelas ruas da cidade é viajar no tempo ao ver palácios e monumentos, Castelo de origem medieval, a grande Sé e a casa Museu José Régio. A Igreja do Convento de São Francisco é integrada à área da antiga fábrica de cortiça Robinson – o que ajudou a cidade a prosperar.

Alentejo: vinho, gastronomia e belas paisagens em Portugal

Foto: Mylene keiko

A poucos quilômetros, fica o Pico de São Mamede, que é o ponto mais alto do Parque Natural, lugar de grande biodiversidade, é possível encontrar a águia Bonelli, síbolo dessa área protegida, além de gaviões, águias cobreiras e corujas do mato, em meio a uma paisagem muito rica do ponto de vista geológico, onde a natureza exprime-se de forma muito particular nas imponentes formações de rochedos quartzitos.

Outra visita imperdível é Marvão. De lá, ao subir ao Castelo, a paisagem é de perder o fôlego. Esta vila medieval, protegida por muralhas, é uma preciosidade de Portugal, onde o acolhimento é garantido. Suas ruas são estreitas e tem recantos pitorescos. No pelourinho manuelino, nas janelas góticas e nas varandas de ferro forjado, sente-se ares nunca antes experimentados.

Histórias da praça-forte “mais inconquistável de todo o reino”, contadas no Museu Municipal, remontam de 1116 até 1640. Dias de luta, à época, hoje só transmitem paz e sossego.

Anticlinal de Estremoz: descoberta surpreendente no Alentejo

Há uma zona geológica portuguesa, mundialmente famosa, que é a grande fonte do mármore português: o Anticlinal de Estremoz, também no Alentejo. Um anticlinal é uma estrutura geológica que pode ser entendida como resultante de uma pressão sobre a rocha onde é originada uma dobra, em que a convexidade está voltada para cima. No caso de Estremoz apresenta uma forma elíptica (45×8 quilómetros) que se prolonga, segundo o eixo maior, desde a povoação do Cano, a Noroeste, até ao Alandroal, a Sudeste.

No panorama geomineiro português, o Anticlinal de Estremoz representa a única estrutura geológica em exploração ininterrupta e, praticamente, sempre crescente nos últimos sessenta anos. As rochas ter-se-iam formado por deposição de sedimentos (fragmentos provenientes de outras rochas e transportados em cursos de água ou por ação do vento) e materiais provenientes de antigos vulcões, que se terão acumulado numa bacia de sedimentação em extratos sensivelmente horizontais. Por ação de forças tectónicas, todos estes sedimentos foram transformados e deformados, originando, respectivamente, rochas metamórficas e dobras na crusta terrestre, fazendo com que as rochas que se encontravam umas sobre as outras passassem a estar lado a lado.

A extração de pedra tem uma longa história em Portugal. Já no período Romano se fazia a sua exploração, com o fim de construir importantes monumentos, no que hoje é território nacional e também Espanha. Em particular os mármores, tiveram nessa altura um importante papel na área da construção.

No Anticlinal de Estremoz, um dos principais centros mundiais de extração de mármores, encontramos mármores que criam um mapeamento dos últimos seiscentos a setecentos milhões de anos. As suas características únicas fundamentam-se na alargada escala temporal da sua formação. Um lento movimento, que escapa à percepção humana, mas que exerce condições de pressão, atrito e assimilação, culminando na metamorfose que origina os Mármores de Estremoz.

A excelência destas pedras é evidenciada pela variedade cromática e também pelas suas propriedades físico-mecânicas, determinadas por exigências cada vez mais específicas dos mercados internacionais, colocando os “mármores de Estremoz” entre os melhores do mundo, sejam quais forem os parâmetros comparativos que se utilizem.

O melhor, existe passeios guiados para diversas áreas de extração de mármore no Alentejo. Uma vez  nessa região, prepare-se para finais de tarde com muito vinho e muita comida alentejana repleta de sabores que marcarão para sempre seu paladar.

Alentejo: apaixone-se ainda mais por Portugal

“Planícies que ondulam como telas impressionistas.
Árvores e flores silvestres que pincelam de cor a paisagem.
Aqui e ali uma casa vestida de branco, amarelo ou azul vivo.
Este é a primeira imagem do Alentejo.”

Mas é preciso ir além do amor à primeira vista para descobrir tudo o que a mãe-natureza aqui nos oferece. Subir ao verde das serras, perder-se nos parques naturais e ecossistemas únicos, voar com grifos e garças.

“Sim, é preciso ir…” Alentejo definido por sua gente.

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